Maio 28, 2009

Cultura de Massas no Século XX – Neurose , Edgar Morin

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A Cultura de massa é, claramente um avanço feminino, porque é um sinal de progresso numa civilização para chegar a um estado de riqueza e de um nível de bem-estar.

Existe uma clara segmentação entre os dois sexos, existe uma diferença de gostos. Homens geralmente preferem futebol e as mulheres são mais facilmente distraídas assistindo filmes românticos.

O essencial é o modelo identificar da mulher-sujeito, porque ela é o ideal de muitas leitoras. O leitor, pelo contrário, já procura a mulher-objeto.

A “mulher magazine”, “mulher cinema” e a própria espectadora das salas de cinema, que surgem desses meios, descrições e destas imagens literárias ganham pouca realidade sociológica. Talvez estejamos por isso diante não tanto de uma transformação social efetiva – a emancipação das mulheres pelo trabalho, pelo consumo ou pelo lazer, a transformação do seu papel tradicional de filha, esposa e mãe no novo papel de mulher autónoma, independente, sujeito desejante cujas paixões e comportamentos que simultaneamente seduzem, atemorizam e desconcertam os homens – mas antes diante de uma construção cultural poderosa capaz de iludir a realidade e de agir sobre ela.

A experiência dos mais velhos se torna obsoleta, pois a “sabedoria dos antigos” é absurda e dispensável.

O prolongamento biológico e social da infância e da juventude – com todas as suas marcas, como o caráter lúdico e a criatividade – até idades avançadas e às vezes até o final da vida – diferencia o homem dos outros primatas mais próximos. A oposição das gerações se torna uma oposição da vida social num dado momento.

O ideal de felicidade, beleza, harmonia e bem-estar e também da tragédia e drama, são conceitos vendidos pela Cultura de Massa. Estes conceitos, que são produzidos e distribuídos para a massa falida, a criação de uma fuga da realidade onde os adultos que têm problemas pessoais, profissionais e psicológicos, tendem a procurar uma fuga tendem nessa cultura e, desta forma, vivencia uma fase de infantilismo e também de juventude, pois não enfrentam seus problemas. A fuga para esta fase é justamente porque, para muitos, é a melhor época da vida onde não se tem tantos problemas e quando se tem a mãe protetora sempre ao lado cuidando do “filhinho”.

O rejuvenescimento se tornou uma arte complexa, há inúmeras possibilidades para manter a juventude. Institutos de beleza, saunas, clínicas plásticas.

A imprensa moderna ilustrada, o radio, cinema e televisão estão implantados em todos os cantos do mundo. A sociedade está a sofrendo mudanças profundas na sua estrutura, as comunicações estão a evoluir de uma forma alucinante e a globalização veio para ficar. A sociedade de consumo deu primazia ao homem consumidor e todas as classes sociais foram chamadas a consumir.

Os produtos são baratos, pois são feitos em larga escala, atendendo a uma enorme variedade de consumidores com diversos “status” e poder aquisitivo. O sistema de comunicação de massa é mundial e os temas culturais que tomaram forma nos EUA invadem os mais diversos tipos de lares.

Apesar das diferenças étnicas, o modelo de beleza americano se impõe até entre os japoneses, que mudam a cor do cabelo e seu modo de vestir.

O que é o importante é o aqui e o agora. O agora é definitivamente agora. Nós tentamos viver o que está disponível ali, no momento. Não faz sentido pensar que existe um passado que poderíamos ter agora. Isto é agora, este simples momento. Nada místico, apenas “agora”, muito simples e direto. E desse “agora”, contudo, emerge sempre um sentido de inteligência de que estamos constantemente em interação com a realidade um por um. Lugar por lugar. Constantemente. Nós na realidade vivemos uma fantástica precisão, constantemente.

O que constitui a originalidade, a especifidade da cultura de massa é a direção de uma parte do consumo imaginário, pela orientação dos processos de identificação, para as realizações. Mas a vida não pode consumir tudo e a sociedade consumidora não poderá dar tudo. Ela retira mesmo quando dá. Proporciona segurança, mas não retira o risco e torna fictícia uma parte da vida projetando os espíritos dos espectadores em universos figurados ou imaginários, o que faz com sua alma migre para os inúmeros sósias que vivem para ele. A cultura de massa adapta essa projeção de identidade para se integrar a vida social e tomar partido dos cheios e dos ocos da civilização pela qual foi produzida.

Os rostos tornam-se disformes e inexpressivos, como rabiscos que não foram passados a limpo.

Não há um esforço para garantir a unidade, apenas a individualidade importa. A moral é cínica, o egoísmo é legal, faz mais sentido ser racional, pois o temperamental será banido para o nada. A filantropia, praticada como pilantropia reforça o consenso de que não existe altruísmo.

Certamente, técnica, indústria, capitalismo levam em si uma civilização realista, que inscreve os grandes ímpetos subjetivos na busca terrestres. Mas esse realismo orienta o afluxo subjetivo sobre o indivíduo vivo e mortal.

Curioso que uma sociedade que prega o individualismo, promova a perda de identidade como um meio de controle. Então como todo mundo, o indivíduo comete tantos clichês que acaba repetindo tudo o que já disseram acaba escrevendo em blogs, não consegue passar um dia sem acessar seu email e não imagina ficar sem celular.

Novos traumas e outros tantos vícios foram criados para massificar, para tornar o mundo um comercial e assim, devorar qualquer indicio de individualidade cultural.

Nós não nos damos conta de que vamos a algum lado e consideramos isso um incômodo.

Abril 4, 2009

Zoológico pode influenciar no desenvolvimento das crianças pequenas

 Diversão que proporciona desenvolvimento, o Zoológico de São Paulo provoca nas crianças menores a capacidade de enxergar um mundo novo cheio de cores, odores e texturas

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Com a crescente urbanização, as crianças têm perdido contato com coisas que eram muito próximas na infância de seus pais e por vezes chegam a pensar que todas as coisas são fabricadas ou que se trata de um brinquedo.

As crianças entre 0 e 5 anos de idade, têm diferentes oportunidades no seu desenvolvimento, dependem totalmente do pais nessa fase de suas vidas e são fortemente influenciadas pelo meio social em que vivem, portanto é importante oferecer a ela atividades simples como um passeio ao Zoológico.

A observação do ambiente onde os animais ficam presos em simulações de seus habitats naturais pode se tornar uma atividade pedagógica. A criança aprende a respeitar a natureza, compreende a importância de preservar as espécies. É uma atividade ótima para a família também, pois os pais podem dispor desse tempo para se relacionar com os filhos.

Saindo do metrô Jabaquara, onde os ingressos para o Zoológico estão a venda, há um microonibus que leva os visitantes diretamente ao parque. Como o local fica na rota de muitos aviões que saem do aeroporto de Congonhas, as crianças ansiosas na fila ficam surpresas com os aviões que parecem estar tão próximos e começam a estender os bracinhos como se tentassem pega-los. Tudo nesse momento é motivo de risos e festa.

Dentro do microonibus, uma confusão de pequenas mochilas do Homem-aranha, Batman e Barbie disputam espaço. As crianças não param de perguntar quando chegarão ao Zoológico e se poderão ver dinossauros lá. Logo os pais esclarecem que os dinossauros foram extintos há muitíssimo e que eles conhecerão outros tipos de animais. Nesse momento muitos pais aproveitam a oportunidade para orientar os filhos para ficarem atentos e não se perderem.

No meio do caminho o microonibus passa por dentro do Instituto Agrícola Paulista, o que confunde os adultos que ficam inseguros por esse inusitado modo de cortar caminho. Alguns até acham que o Zoológico fica ali mesmo e reclamam do tamanho.

 

Na escolinha a ‘tia’ da Isabella disse que ultimamente ela está bastante comunicativa e seu relacionamento com as outras crianças melhorou muito.”, explica Fabiola, a mãe da pequena Isabella.

 

Estímulo a comunicação

 Há muitas coisas importantes que os pais devem descobrir sobre o comportamento de seus filhos pequenos. Até os cinco anos a criança ainda esta aprendendo a conhecer o mundo, portanto é importante proporcionar a ela um entretenimento que seja fonte de estímulos ao desenvolvimento de seu cérebro.

Nesse período a criança ainda esta desenvolvendo sua relação com o mundo, criando noções de tempo e espaço, diferenciando a profundidade dos objetos da percepção das dimensões.

Para aumentar seu repertório é importante retira-la de seu ambiente costumeiro para criar chances de aprendizado, que nos primeiros anos deve ser algo bem tranquilo e simples.

É o que pensa a técnica em redes Fabiola da Silva Lourenço, 34 anos e seu marido William Silvio Lima, 24 anos, Motorista, pais da pequena Isabella de 1 ano e meio. O casal conta que o passeio proporcionou a oportunidade da família sair ao ar livre pela primeira vez num domingo ao invés de ir ao shopping.

O passeio criou na menina uma grande necessidade de tentar contar tudo o que viu para todo mundo que encontrasse. Ela ainda não sabe falar, só faz alguns sons incompreensíveis, mas essa vontade faz com que ela se esforce para se comunicar.

Fabiola, a mãe de Isabella comenta que “na escolinha a tia disse que ela ficou bastante comunicativa e seu relacionamento com as outras crianças melhorou muito e quando ela vê as fotos bate palmas e da gargalhadas. A criança ficou mais comunicativa mesmo.”

 

Abertura de repertório

Janaina Pereira dos Santos, 25 anos, estudante do curso Técnico em Administração e sua mãe a dona de casa Sônia Pereira dos Santos, 43 anos, resolveram aproveitar o domingo para levar o pequeno Carlos Eduardo, carinhosamente chamado de “Cadu”, 3 anos para conhecer os animais do Zoológico.

O Cadu não queria ir embora, queria ver o leão de qualquer jeito.”, comenta a irmã Janaina. Infelizmente o animal tem hábitos noturnos e costuma sair da toca na parte da manhã. Eles chegaram tarde quando o leão estava dormindo.

Quando alguém pergunta sobre o zoológico, Carlos Eduardo diz que viu “o macaco mas o leão não”, mas não fica triste e mostra com orgulho as fotos dos bichos que viu e ainda diz quais são.

A brincadeira preferida do Carlos Eduardo agora é imitar os animais, inclusive ele reconhece mais facilmente os animais que vê em desenhos e filmes.

Ele é uma criança muito curiosa, quer conhecer tudo. Aproveitou muito bem o passeio e quando vê as fotos sabe quais animais são.” A irmã acredita que isso abriu o repertorio dele, que também pôde observar como são as outras famílias que estavam lá e reconheceu que o mundo ao redor é bem maior.

Como o menino é muito curioso e adora aproveitar seus passeios sem fazer nenhum tipo de reclamação, Janaina prometeu leva-lo mais vezes para visitar os bichos e também para que ele consiga ver o leão que ele ainda anseia ver.

 

Novas brincadeiras

 

O tradicional passeio ao Zoológico de São Paulo se encaixa como um tipo de entretenimento que proporciona um grande aprendizado, pois seu ambiente é composto por grande diversidade de cores, imagens e texturas. Os cheiros e sons dos animais estimulam os sentidos dos pequenos.

Por estar acostumada com seu pequeno mundo a criança naturalmente se encanta com os animais e se diverte ao perceber quantas formas diferentes de vida existe no mundo e os tipos diferentes de seres humanos, apesar de entender que alguém mais velho é apenas maior ou que é aquela outra pessoa não é seu pai ou mãe.

A sensação de novidade está em tudo, admiram-se com qualquer coisa. Sua capacidade progride conforme os anos passam e suas reações se tornam mais complexas e individuais.

A técnica em Informática, Marcia Ruiz, 28 anos, decidiu que somente voltará ao Zoológico quando os gêmeos Marcos e Miguel, que atualmente têm 3 anos, completarem 5.

Acho que com essa idade eles estarão mais independentes e poderão andar com mais liberdade pelo parque.”

Ela conta que eles andaram muito e não paravam de imitar os bichos, o que acabou se tornando a brincadeira preferida deles em casa. O animal predileto dos gêmeos foi o pinguim, que eles queriam tocar de qualquer forma. A curiosidade dos meninos é tanta que acham que devem tocar em tudo, falar sobre tudo, de fato ‘abraçar o mundo’. A mãe complementa dizendo que “agora eles querem ser iguais aos bichos.”

 

No passeio tudo é novo para a criança, pois elas nunca viram os animais tão de perto. Só conhecem o cachorro de estimação”, comenta a pedagoda Ana Cristina Liria.

 

 Um ambiente fora da realidade

 

A pedagoga e artista plástica Ana Cristina Liria, 33 anos, que dá aulas de Artes e Informática no Colégio Costa Aguiar conta que as crianças menores são as que mais curtem o passeio ao Zoológico, pois seus alunos que têm mais de 9 anos, preferem ficar em casa jogando video-game ou na internet.

No passeio tudo é novo para a criança, pois elas nunca viram os animais tão próximos. Só conhecem o cachorro de estimação”, comenta a pedagoga.

Por estarem muito ocupados com o trabalho, os pais preferem transferir quase completamente a responsabilidade pela educação cultural de seus filhos, o que produz um analfabeto funcional. “O filho tem de tudo: microcomputador de ultima geração, celular com um monte de funções, mas não sabem que o pavão mostra as penas para seduzir as fêmeas. Os pais não querem se esforçar para trazer aos filhos um mundo cultural, apenas deixam que a escola providencie isso”.

Ana Cristina explica como funciona o processo de aprendizagem da criança: “A memória da criança está zerada, com o tempo é preenchida com informações que ela lembrará com todos os detalhes. A criança consegue absorver muito mais conhecimento, pois as novas sensações de um ambiente diferente da sala de aula torna tudo mais interessante. É como um brinquedo educativo.”

O aluno Luan de 5 anos, tem um interesse particular pelo Zoológico, gostaria até de morar em um. Ele gosta tanto de animais, que consegue descrever todos minunciosamente e coleciona vários brinquedos e modelos.

 

Reclamação

  

 

Aqui não tem fraldário, tive que trocar a criança ao ar livre. Entrei em vários banheiros que são enormes, mas não tem onde trocar os bebe. No mínimo deveriam ter uma bancada ou então um banco dentro do banheiro. Fiz uma reclamação na ouvidoria do parque e me disseram que devia olhar no mapa e que tinha na Alameda Elefante, ao lado da casa do Sangue Frio. Não há indicação alguma no mapa e mesmo assim um só é muito pouco para o tamanho do lugar.”, reclama Fabiola, a mãe de Isabella. De fato, o fraldário não está indicado no mapa vendido na entrada do parque.

Ainda há algumas falhas na estrutura do Zoológico, além da falta de um lugar que tenha comida saudável, pois há apenas lanchonetes que oferecem comidas ricas em gordura e pobres em nutrientes, o que não é indicado principalmente para as crianças.

Mães têm que trocar as crianças em bancos no meio do parque por falta de opção

Março 15, 2009

Apresentação única do Arch Enemy será no ABC.

Uma mistura de elementos do metal tradicional, trash e death metal com músicos acostumados a tocar de forma extrema.

 

Quem é fã de metal terá uma única oportunidade para ver a banda sueca Arch Enemy, que se apresenta no dia 3 de maio, no Espaço Lux, em São Bernardo do Campo, na região do ABC.

 

Divulgando seu novo álbum “Rise of the Tyrant”, na Revolution Tour pela América latina, a banda deverá visitar a Venezuela, Colômbia, Argentina e Brasil.

 

Inicialmente formada em 1996 por Michael e Christopher Amott, dois guitarristas que se uniram a outros músicos com a intenção de criar um som forte e poderoso, a banda conquistou vários fãs pelo mundo, principalmente no Japão. A formação inicial se desfez ao longo dos anos e atualmente conta com a vocalista Angela Gossow, os guitarristas Michael Amott e Christopher Amott, o baixista Sharlee D’Angelo e o baterista Daniel Erlandsson.

 

Quebrando parâmetros, a vocalista Ângela Gossow assusta os desavisados que escolhem ouvi-la por curiosidade. Sua voz é extremamente forte e bem mais agressiva do que a do vocalista anterior Johan Liiva.

 

Os organizadores do show estão arrecadando alimentos e pedem ao público que leve 1 quilo de alimento não perecível no dia.

 

Os preços dos ingressos promocionais variam de R$ 60 à R$ 110 e o Espaço Lux fica Rua Antonio Luiz Valério, 93 – Centro – São Bernardo Do Campo.

Março 7, 2009

A IDÉIA DE CULTURA…

 A palavra cultura é vista como uma palavra complexa na nossa língua, pois pode significar “cultivar algo” no sentido de uma atividade como a “Agricultura”, o que atrasou sua identificação como uma entidade.

No livro “A idéia de cultura”, Terry Eagleton começa sua análise pela raiz da palavra, que vem do latim Colere e significa cultivar, cuidar, adorar e proteger. Usando essa metáfora, o significado de cultura foi transferido para o nível espiritual através do desenvolvimento da humanidade, com a migração das zonas rurais para a vida urbana.

Por guardar alguns resquícios históricos, a palavra “cultura” também agrega valores filosóficos ou aprendizagem em geral, pois faz parte do ambiente que é criado pelo homem pela união do natural com o artificial. Então, ele se concentra em uma série de questões presentes em todos dos lugares e pessoas.

Em outras palavras, os recursos culturais que usamos para transformar a natureza são derivados dela, o que estabelece a continuidade entre o homem e o ambiente. O Homem apesar de fazer parte da natureza pode ser distinguido pela capacidade de se auto modelar. Entretanto, são “formatados” de acordo com as necessidades políticas; apesar de a cultura ser contrária à política por favorecer todas as qualidades humanas.

A natureza agora não é apenas a matéria constitutiva do mundo, mas a matéria constitutiva do ‘eu’. A palavra “natureza” indica tanto o que esta a nossa volta quanto o que está em nosso interior, então a cultura é uma questão de auto-superação tanto quanto de auto-realização e como uma plantação precisa ser cultivada. Se somos seres culturais, também somos parte da natureza que trabalhamos.

Há três sentidos modernos principais da palavra cultura:

  • com base nas atividades rurais “civilidade”;

  • no início do século XVIII “civilização”

  • na qualidade de idéia “ser civilizado”.

Embora “civilização” e “cultura” continuem sendo usadas como similares, elas são opostas:

“Cultura” é uma questão do desenvolvimento total e harmonioso da personalidade, mas ninguém pode realizar isso sozinho, seu desenvolvimento tende a vir de influências sociais que podem envolver até questões políticas.

“Civilização” fica limitada ao falarmos de determinados povos como os Incas ou Egípcios.

Florescendo na modernidade a cultura deve ser promovida pelo Estado para que a sociedade civil seja harmoniosa e responsável, o que implica uma visão global não só dos interesses próprios, mas também dos outros.

Nossa própria nossa de cultura baseia-se na alienação do social em relação ao econômico. A cultura só sobreviverá se não perder sua capacidade crítica e a capacidade de dialogar com a produção de bens materiais de forma consciente.

Fevereiro 28, 2009

A sociedade de massa, o homem-massa, a crítica a sociedade fast-food.

Acredita-se piamente que o trabalho é o meio mais honesto de ganhar dinheiro. Acordam cedo e dias após dia vivem na rotina incessante de movimentos programados.

Como robôs, desfilam nas ruas (não mais highway, mas “slow-way”), com câimbras nos olhos de tantas propagandas na rua, alimentando-se de fast-food e confusos com tanta informação constantemente vomitada em suas cabeças.

Banalizada pela indústria cultural, a liberdade do indivíduo é anulada. Preocupado em consumir, em manter o seu individualismo, seu ego inspirado nos estereótipos dos heróis do cinema, a individualidade do ser é destruída. Torna-se um ser amorfo, anêmico e sem qualquer interesse em mudar, em ser diferente, em ter opinião.

Curioso que uma sociedade que prega o individualismo, promova a perda de identidade como um meio de controle. Então como todo mundo, o indivíduo comete tantos clichês que acaba repetindo tudo o que já disseram acaba escrevendo em blogs, não consegue passar um dia sem acessar seu email e não imagina ficar sem celular.

Novos traumas e outros tantos vícios foram criados para massificar, para tornar o mundo um comercial e assim, devorar qualquer indicio de individualidade cultural.

Outubro 27, 2008

RELATÓRIO CRITICO DO LIVRO: Indústria Cultural

Autores: Marco Antonio Guerra e Paula de Vincenzo Fidelis Belfort Mattos

São Paulo: Editora USJT, 2008

Indústria Cultural

Indústria Cultural

 

 

 

 

O título, bem objetivo é o próprio tema. No prefácio encontramos informações importantes sobre a finalidade dos autores em escrever o livro e lhes ajuda a criar interesse no leitor.

No Índice, a forma como o livro é organizado ajuda a determinar as principais idéias dos autores e a forma como deverão ser desenvolvidos.

O estilo dos autores é um pouco informal e pretende atingir o publico jovem. Os autores, bem objetivos, desenvolvem as idéias de forma a estimular o leitor a criar suas próprias conclusões sobre a influência da indústria cultural no ambiente em que vive. Ele abrange áreas pertinentes a comunicação social, cita exemplos fáceis e faz analogias com o dia-a-dia do leitor ao citar, por exemplo, no primeiro capitulo as duplas sertanejas que se tornar produto massificado da mídia e que passaram a ser um produto comercializável no país inteiro.

No livro encontramos conceitos e definições, reflexões sobre como a indústria cultural atinge os mais diversos meios de mídia como TV, rádio, cinema. Traz um panorama da influencia dessa cultura massificante no povo brasileiro e não apenas se centram na critica pura e ingênua.

Não devemos deixar de pensar: “até qual ponto é bom e até qual ponto é ruim este processo”.

É um livro completo, apesar da analise ter sido feita apenas até a década de 70. Seria interessante ler a continuação dessa análise, pois as pessoas acreditam que nunca foram tão felizes quanto agora e na verdade são mais escravas do consumismo, da rotina e sentem que essa vida estúpida rouba suas vidas.

Esclarecem conceitos sobre o conteúdo do produto cultural, e o caracteriza por um esvaziamento de conteúdo, o que faz com que o grande público seja atingido mais rapidamente.

Os autores simplificaram a produção artística dentro dessa indústria como um bem comercializável e afirmam que ela é realizada de acordo com o interesse lucrativo, o que impõe um determinado padrão a ser mostrado que transforma o espectador numa pessoa de crítica rebaixada e de mente narcotizada.

Definem que a indústria cultural trabalha com a midcult (remete ao universo dos valores pequeno burgueses) e a masscult (chamada pejorativamente assim), que foram formas apontadas pelo teórico americano Dwight MacDonald

Os produtos gerados assumem características bastante ambíguas, pois, embora apresentem a diluição de seu conteúdo, resgatam elementos que estavam esquecidos.

 

No texto foram usados exemplos como o processo de massificação da cultura popular pela qual uma dupla sertaneja se moderniza e ganha espaço nas rádios de todo o país e em programas de televisão. E alertam que a remasterização de antigas músicas, por exemplo, aumentam as vendas a partir de uma nova mídia, sem que haja preocupação em produzir algo novo.

 

Se por um lado a Indústria Cultural promove a banalização de muitas informações, por outro, faz com que ela chegue a todos.

Chacrinha nas décadas de 70 e 80 costumava jogar bacalhau para a platéia.

Oswald de Andrade, em seu manifesto Antropofágico, afirma que o homem brasileiro, assimilou a cultura européia, deglutiu, digeriu e regurgitou o que não lhe interessava.

No mundo contemporâneo, o que determina o consumo é a moda, que é alimentada pela indústria cultural e pela cultura de massa.

A moda cria a necessidade de consumo do novo. Objetos são substituídos por um produto mais novo sem que isso acrescente algo.

 

O maniqueísmo da indústria cultural está ligado ao conceito de banalização por que passa o processo cultural. Não é o distanciamento da indústria cultural que possibilita a qualidade do produto cultural.

Meios de comunicação e poder sempre estiveram juntos, e a indústria cultural apenas reforçou um conceito que sempre fora aplicado; a TV é o elemento capaz de passar todas as informações necessárias para o grande público. Assim, ganhou status de informante oficial. O problema esta no modo em que as informações são passadas, pois parecem esvaziadas de conteúdo.

 

E terminam com um capitulo inteiro sobre a Tropicália, que foi um movimento cultural que modificou o ambiente da música popular e da cultura brasileira no final dos anos 60. Numa época em que o Brasil era dominado pela estética da Bossa Nova, usaram o deboche para revelar as contradições da realidade do país. Os participantes formaram um grande grupo, do qual os destaques foram os cantores Tom Zé, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil e Nara Leão; da banda Os Mutantes, do maestro Rogério Duprat e dos letristas José Carlos Capin e Torquato Neto completaram o grupo, que também tinha um designer gráfico, poeta e compositor Roger Duarte como seu principal mentor intelectual. Tropicalismo radicalmente renovou as letras das músicas com poetas e letristas como Torquato Neto que compôs com Gilberto Gil e Caetano Veloso obras complexas e de qualidade que marcaram várias gerações. Suas canções foram uma combinação do Brasil arcaico, tradicional, moderna e até mesmo futurista. Eles refinaram nosso repertório de música popular, introduzindo discos comercializáveis e questões anteriormente associadas apenas ao campo do design de vanguarda.

Os tropicalistas foram uma afronta à classe média, que sempre se interessou pela cultura como algo capitalizável, encarando a cultura como um modo de adquirir status e reconhecimento de poder, principalmente com relação a objetos raros e valiosos. Os problemas surgem quando não há o entendimento do produto cultural. Atualmente tudo pode ser coisificado, de cultura clássica a cultura de massa. De escultura clássica a magneto de geladeira.

Setembro 6, 2008

Falta ao homem moderno…

 

Falta ao homem moderno, definir sua identidade. O mundo é visto com apatia. Não há coração na sensualidade e o erotismo virou coisa vulgar.

As informações são jogadas sobre as cabeças como ingredientes de uma poção ignóbil de arrogância.

Os rostos tornam-se disformes e inexpressivos, como rabiscos que não foram passados a limpo.

Não há um esforço para garantir a unidade, apenas a individualidade importa. A moral é cínica, o egoísmo é legal, faz mais sentido ser racional, pois o temperamental será banido para o nada. A filantropia, praticada como pilantropia reforça o consenso de que não existe altruísmo. O homem, a mulher (ou qualquer outro gênero) é fundamentalmente capitalista. A criança chora ao ter o doce roubado, porque o doce era DELA, e sente isso por puro instinto.

 

Foto: Thaís de Paula

Agosto 24, 2008

A “Paulicéia” continua cada vez mais “Desvairada”.

A cidade de São Paulo na década de vinte do século passado, já apresentava as contradições atuais. Florescera nessa época a construção dos prédios, a eletricidade, as imigrações e migrações se tornaram constantes e a massa urbana que aumentava muito.

Em, “Paulicéia Desvairada”, Mario de Andrade sintetizou o sentimento de perplexidade da época, a admiração pelas novidades tecnológicas (eletricidade, bondes, carros), a burguesia “odiosa”, os cortiços que se enchiam de gente, a dinâmica presente nas ruas e a rapidez das mudanças na paisagem da cidade.

Comerciante desmontando a barraca no final do expediente

Foto: Thaís de Paula

Agosto 17, 2008

A mulher multifuncional

Houve aumento da abrangência do papel feminino no mercado de trabalho, mas ainda há desigualdade em comparação aos homens. Em muitos casos, os salários oferecidos são baixos e é escassa a oferta de funções condizentes aos seus estudos e experiências.

De certo modo, as mulheres são extremamente machistas e submissas, pois não acreditam que suas qualidades possam proporcionar um cargo de liderança em suas carreiras. Essa mentalidade deve ser superada e a realidade do mercado de trabalho encarada com uma visão feminista. A mulher costuma acumular funções, administra sua vida profissional e familiar na mesma proporção. Isso pode ser um exemplo de caminho para uma renovação de hábitos dentro do ambiente de trabalho.

Julho 27, 2008

Liberdade de Empresa

Temos liberdade de Imprensa ou de Empresa?

A televisão e a internet não são donas da verdade, mas precisamos dessas empresas. Não devemos fechar os olhos para a realidade, nem transformar a vida em uma parábola e a nós em máquinas.

A Imprensa é o quarto poder no país e deveria fiscalizar e exercer o papel de cão de guarda contra o que atualmente o império da publicidade cria para asfixiar a nossa visão.

As pessoas acreditam que nunca foram tão felizes quanto agora. Na verdade são escravas do consumismo, da rotina e sentem que essa vida estúpida rouba sua vida.

Devemos ter o espírito de investigação cada vez mais forte. Não podemos cair no mesmo erro e corrupção de outros tempos.

A corrupção rouba a vida, a liberdade e todos os direitos do cidadão, mas muitos jornalistas permanecem omissos e guardam silencio, fechando os olhos.