Distúrbios mentais devem ser diagnosticados e tratados ainda na infância

27 jan

Especialistas alertam para importância da detecção precoce e do tratamento multidisciplinar; tragédia no Rio envolveu histórico de bullying e transtorno

Detectar sinais de distúrbios mentais e aplicar tratamento rigoroso a partir das primeiras manifestações pode evitar tragédias como a ocorrida no início deste mês numa escola do Rio de Janeiro, afirmam psiquiatras, psicólogos e especialistas da área. Em um massacre sem precedentes na história do país, um ex-aluno da instituição invadiu a unidade e acabou matando 12 crianças e ferindo outras 30.

Algumas pessoas apresentam sinais desses distúrbios já nos primeiros anos da infância e poderiam receber tratamento desde então se os pais reconhecessem

o problema e o diagnóstico fosse feito logo cedo. Segundo a psicanalista e psicopedagoga Ângela Mathylde Soares, que atua em Belo Horizonte (MG), para cada idade é esperado um tipo de comportamento e uma reação das crianças. Por exemplo, certas reações relacionadas à comunicação, à interatividade, ao planejamento e à socialização.

“A fuga desses padrões é um sinal que indica certa patologia. Sempre haverá um sintoma, mas a família precisa observar e acreditar que é necessário buscar ajuda. Há alguns transtornos que são potencializados pela negação da família. Acreditando ser uma fase, elas não procuram tratamento para os filhos, o que agrava ainda mais a situação, provocando surtos, o que por sua vez causam uma desestabilização ainda maior.”, explica Ângela.

Tratamento multidisciplinar

Após detectar o problema, é importante saber conduzir o tratamento. A família deve buscar de uma equipe multidisciplinar. Por exemplo, um psiquiatra para diagnosticar e medicar, uma psicóloga para tratar questões emocionais identificadas, um terapeuta ocupacional para trabalhar as questões relacionadas a limites e rotinas, um fonoaudiólogo (caso haja disfonia) e, finalmente, um psicopedagogo para acompanhar as atividades escolares.

“É um acompanhamento para a vida toda, mas que, sem dúvida, irá fazer uma grande diferença para a rotina da família e da criança com a doença mental. Há transtornos, como a bipolaridade, em que muitas vezes o paciente se recusa a submeter-se a um tratamento. Por isso, há a necessidade de observar os filhos desde muito cedo, assim as chances de sucesso são maiores”, afirma Ângela.

O psicanalista e hipnólogo clínico Paulo Giraldes, da Capital paulista, acredita que, para responder positivamente ao tratamento, a criança deve receber primeiramente atenção, carinho e dedicação dos pais. “Além do acompanhamento clínico, são fatores determinantes para adaptação da criança no meio em que interage. Identificada a doença, quanto antes forem tomadas as providências para diminuir as diferenças por meio de ajuda profissional, melhor será a resposta da criança”, completa Giraldes.

Bullying

Outro fator que pode provocar distúrbios é o bullying. A expressão, que tem origem na palavra inglesa bully (valentão) e cujo conceito vem sendo largamente discutido nos últimos anos, indica a pratica de agressão física, verbal ou sexual, direta ou indireta, e costuma vitimar pessoas inseguras (especialmente crianças e adolescentes) ou com comportamento antissocial. Em alguns casos, crianças que sofrem os efeitos dessa perseguição tornam-se adultos extremamente problemáticos, com tendências suicidas e que podem descontar suas frustrações em outras pessoas.

“O diálogo é fundamental! Mostrar, explicar e ensinar a respeitar a diversidade das pessoas é muito importante, tanto para a criança agressora como para a criança vítima, e – não menos importante – para as crianças espectadoras. O bullying não deve ser ignorado pelos educadores e deve ser comunicado imediatamente aos pais, para que eles procurem auxílio profissional no sentido de identificar a causa e eliminá-lo.”, alerta Paulo Giraldes.

Contato com a psicanalista e psicopedagoga Ângela Mathylde Soares: (31) 3372-7231 .
Site: http://aprendizagemecompanhia.com.br

Contato com psicanalista e hipnólogo clínico
Paulo Giraldes: (19) 9198-2632 .
Site: http://www.paulogiraldes.com.br

Originalmente publicado em Boletim Monitorando,  27 de abril de 2011.

São Paulo, parabéns por seus 458 anos!

25 jan

Em 25 de janeiro de 1554, um grupo de 12 jesuítas liderados pelo padre Manoel da Nóbrega, superior da Companhia de Jesus no Brasil, ergueram um barracão no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. O local era estratégico para que conseguissem converter os índios ao Cristianismo. Então, eles fundaram o Colégio de São Paulo, que originou a cidade de mesmo nome.

O povoado ao redor do colégio cresceu de tal forma que em 1557, foi elevado à categoria de vila. Além disso, o local era ponto de partida para os bandeirantes que procuravam ouro e pedras preciosas no sertão brasileiro e em uma região que hoje é conhecida como o Estado de Minas Gerais.

A vila foi elevada a condição de cidade em 1711, porém, estagnou-se. Outras cidades ganharam notoriedade, como as mineiras Vila Rica e São João Del Rey. Com a inauguração da Faculdade de Direito em 1828, São Paulo voltou a ganhar alguma importância em âmbito nacional.

No final do mesmo século (19) e no começo do seguinte (20), com o desenvolvimento da cultura do café e a industrialização, a cidade mostrou o seu valor. Mesmo se modernizando e crescendo em proporções imensas, o velho Colégio continua em pé até hoje. Foi transformado em um museu e o local passou a ser conhecido como Praça do Pátio do Colégio. Aproveite o feriado para fazer um a visita!

Adorno, a Cultura de Massa e a Teoria Crítica

24 jan

 Em 1951 o alemão Theodor Adorno escreveu “Mínima Moralia”, do seu exílio nos EUA. Ele incorporou aforismos e o desapego do intelectual do exilado, abordando algumas de suas disciplinas favoritas como a Sociologia, a Antropologia e a Estética. 

Adorno criou um modelo de teoria crítica muito mais preocupada com as questões estéticas. De acordo com a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, da qual fez parte, o comportamento crítico nos confrontos com a ciência e a cultura, deveriam ser fundidos com a proposta de uma reorganização racional da sociedade, de modo a superar a crise da razão. 

A Pesquisa Social, dentro dessa teoria, trata da sociedade como um todo, não como as demais disciplinas que buscam especializar-se apenas em algum seguimento ou fato. Todas as ciências sociais que se reduzem às técnicas limitam a compreensão verdadeira e completa da sociedade. 

O indivíduo da sociedade de massa, é narcisista e por isso, tornou-se mais fácil a criação de heróis no cinema, por exemplo. Esses heróis são a imagens do indivíduo projetadas na tela, então esse entretenimento passa a exercer um grande fascínio e contribui para a manutenção da Indústria Cultural. 

Quando não se está dentro dos padrões estabelecidos dessa indústria, é quase impossível se manter. Os “intelectualóides” procuram sempre por uma inovação, uma iguaria intelectual para dar valor ao artista ou escritor. Não há uma identidade cultural, pois o padrão prevalece, de alguma forma. 

No meio dessa confusão, o individuo evita o silêncio para não se encontrar. Perdeu a capacidade de ouvir, mantendo-se em outros momentos num silencio apático, resultado do espelhamento cultural, pois está completamente envolvido na cultura de massa e desde a infância, não aprendeu a entender, apenas a ler. 

A Indústria Cultural é diferente da arte surgida no meio do povo, pois seu objetivo é enganá-lo por meio de um sistema composto por rádios, filmes e semanários. Cada setor se harmoniza entre si e todos se harmonizam reciprocamente, facilitando a manipulação de gostos ao impor estereótipos. 

Além disso, é comum o rebaixamento da qualidade causada pela exclusão de novidades que são consideradas como algo inútil, pouco rentável. O indivíduo deixa de decidir autonomamente, adere aos valores impostos e só pensa em consumir.

Não esqueça dos cuidados contra a dengue!

21 jan

Além das formas mais comuns da doença, país voltou a apresentar casos do tipo 4, que não preocupavam autoridades no Brasil há cerca de 30 anos

As autoridades brasileiras na área de Saúde novamente voltam sua atenção para a dengue, após alguns anos de um suposto controle. A dengue tipo 4, uma versão da doença que não aparecia no nosso país desde os anos 1980, foi detectada na região Norte, no início do ano, e já aterrisou no Sudeste, deixando os setores públicos em alerta, mesmo que não admitam o risco de epidemia publicamente.

A dengue é uma doença infecciosa que afeta principalmente regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo. É causada por um vírus transmitido através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A doença tipo 4, agora chamada de DEN-4, é uma variante que oferece riscos maiores para pessoas que já foram anteriormente

contaminadas com os vírus dos tipos 1, 2 e 3. Tais complicações podem levar os infectados a desenvolver a dengue hemorrágica, que pode ser fatal.

É natural que após alguns anos sem surtos significativos as populações descuidem um pouco dos cuidados preventivos, o que pode explicar, em parte, a nova ameaça. Por isso, neste semestre, o Ministério da Saúde definiu uma ação conjunta com outras pastas do governo para dar nova visibilidade aos métodos de controle e prevenção de todas as formas dessa temível doença. Um mapeamento no país revelou que 16 Estados brasileiros correm risco de apresentar epidemia da dengue tipo 4. A maioria desses Estados está concentrada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, no entanto, já há notícias de casos autóctones no Sudeste (ou seja, infectados que não têm histórico de deslocamento recente para outras partes do país).

Cuidado com a aspirina!

“Temos a dengue clássica, que parece uma gripe muito forte, e a dengue hemorrágica, mais grave. Quem tiver esse último tipo não pode ser medicado com ácido acetilsalicílico, pois isso provoca o rompimento dos glóbulos vermelhos, o que muitas vezes leva à morte”, explica a professora de Biologia do Instituto Monitor, Elaine Lima Silva, sobre os tipos mais corriqueiros de dengue.

De acordo com informações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a forma mais frequente da doença é a clássica. Com duração de 5 a 7 dias, causa febre alta – entre 39° e 40° C, cansaço, dor de cabeça, nos olhos, no corpo e nas articulações. Além disso, o paciente pode apresentar falta de apetite, náuseas e vômitos, além de manchas vermelhas na pele. Com o tratamento, não há maiores riscos para o paciente.

Já o tipo hemorrágico é traiçoeiro, pois os primeiros sintomas se assemelham aos da dengue clássica. Assim, é fundamental que o paciente seja diagnosticado rapidamente para receber o tratamento. O que pode identificar a forma hemorrágica da doença é um quadro de sangramento. Outros sintomas são tontura, dificuldade de ficar em pé, dor no abdôme, vômitos, pele pálida, fria e úmida, sonolência anormal, agitação, confusão mental, sede excessiva, pulso acelerado e fraco, dificuldade respiratória e até perda de consciência.

“É importante conscientizar as pessoas sobre os cuidados para evitar a doença, pois o mal se propaga em locais com água parada. A fêmea do mosquito precisa de sangue para que seus ovos fertilizados pelo macho amadureçam e se tornem larvas, por isso ela pica as pessoas. O vírus deixa os glóbulos vermelhos sensíveis, por isso é tão perigoso”, completa a professora Elaine.

Saiba mais nos quadros ilustrativos abaixo:

Fonte das ilustrações: Prefeitura de São Paulo e g1.globo.com

Originalmente publicado em Boletim Monitorando,  26 de março de 2011.

São Sebastião do Rio de Janeiro

20 jan

O dia 20 de janeiro é dedicado a São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. No dia 1º de março de 1565, Estácio de Sá, sobrinho do governador Mem de Sá, fundou São Sebastião do Rio de Janeiro. Porém, a cidade comemora seu aniversário no dia 20 de janeiro, no mesmo dia em que seu santo padroeiro é homenageado: São Sebastião, o protetor da Humanidade contra a fome, a peste e a guerra.

A região que a atual cidade ocupa foi invadida por franceses em 1555, com a intenção de estabelecerem uma colônia. Uma década depois, os portugueses conseguiram expulsá-los e fundar cidade fortificada com o objetivo de impedir para sempre outras investidas.

Quem foi São Sebastião?

Sebastião teria nascido em Narbonne, na Gália (França), em 256 d.C., no seio de uma família cristã. Cresceu em Milão, na Itália, onde também teria nascido, segundo Santo Ambrósio, bispo desta cidade.

Soldado do exército romano, continuou na sua fé e conseguiu converter muitos pagãos. Dizem que até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele. Sebastião era admirado pelos seus superiores, que ignoravam sua crença, e chegou a ser designado capitão da guarda pretoriana.

Entretanto, suas atitudes brandas para com os cristãos somadas a denúncias, o fizeram comparecer diante do imperador para dar satisfações sobre a sua conduta. Diocleciano sentiu-se traído ao vê-lo afirmar a sua fé. Sua sentença de morte dizia que ele deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.

Após a ordem ser executada, Sebastião foi dado como morto, porém estava vivo. Encontrado por Irene (Santa Irena), foi tratado de suas feridas. Depois, ele mesmo se apresentou diante do imperador, como testemunho do poder de Cristo.

Perplexo e assustado, Diocleciano mandou que fosse açoitado até a morte, o que ocorreu, segundo a tradição, no dia 20 de janeiro de 288. O seu corpo foi jogado no esgoto de Roma, de onde a piedosa Santa Luciana o retirou, para sepultá-lo dignamente nas catacumbas.

Posteriormente, em 680, os restos mortais foram transportados para a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, construída pelo imperador Constantino.

São Sebastião é representado pela imagem do momento de seu martírio, amarrado a uma árvore e atravessado por flechas. Ele é o protetor da humanidade contra a fome, as guerras e as epidemias e padroeiro de diversas cidades brasileiras, além do Rio de Janeiro.

Fontes: Uol Educação

Portal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Vírgula

19 jan

Originalmente postado no Blog Monitor, em 13 de abril de 2011

Olá pessoal! Nosso tema da postagem de hoje será a vírgula, um elemento de pontuação no qual muitas pessoas escorregam. Apesar de parecer simples, seu uso incorreto altera o sentido das frases, por isso é importante saber como e onde usá-la:

a) Separar expressões explicativas, conjunções e conectivos:

  • isto é, ou seja, por exemplo, além disso, pois, porém, mas, no entanto, assim.

b) Isolar termos antecipados, como complemento ou adjunto:

  • Uma vontade indescritível de beber água, eu senti quando olhei para aquele copo suado! (antecipação de complemento verbal)
  • Nada se fez, naquele momento, para que pudéssemos sair!

c) Separar termos que possuem mesma função sintática na oração:

  • O menino berrou, chorou, esperneou e, enfim, dormiu.

d) Separar os nomes dos locais de datas:

  • São Paulo, 13 de abril de 2011.

e) Isolar orações adjetivas explicativas:

  • O filme, que você indicou para mim, é muito mais do que esperava.

f) Isolar o vocativo:

  • Então, minha cara, não há mais o que se dizer!

g) Isolar o aposto:

  • O João, ex-integrante da comissão, veio assistir à reunião.

Em 2009 a ABI – Associação Brasileira de Imprensa produziu um vídeo em que explica o uso da vírgula. Assista ao vídeo clicando abaixo:

Fontes dos exemplos: 
http://www.brasilescola.com/ 
http://www.abi.org.br/ 

Álcool é droga legal, mas muito perigosa

15 jan

O corpo humano sofre com o abuso no consumo de álcool; você tem ideia dos males que a bebida causa?

Durante as festas de final do ano, as pessoas costumam abusar das bebidas alcoólicas. Mal estão se recuperando dos exageros dessa época, e o Carnaval surge como uma nova chance de contribuir para o desgaste do fígado. No corpo humano, as bebidas alcoólicas causam destruição  gradativa. Logo que são consumidas, chegam ao estômago, que absorve a substância. Rapidamente, o álcool chega à corrente sanguínea e a todos os órgãos do corpo.

Apenas 5% do álcool ingerido é eliminado diretamente pela expiração, pela saliva, pela transpiração e  pela urina. O restante passa rapidamente para a corrente sanguínea através das paredes do estômago e da parte superior do intestino delgado,  sem sofrer qualquer transformação química!

“Como cirurgiã transplantadora de fígado, observo uma incidência superior a 40% das indicações para transplante tendo o álcool como causa primária. A bebida somente ou associada à esteatose hepática (gordura no fígado em alta concentração), hepatites B e C”, comenta à médica Eloiza Quintela, gastroenterologista e hepatologista especialista no assunto.

O órgão mais afetado é o fígado, pois metaboliza o etanol, o que causa uma lesão nos tecidos. A decomposição da substância ocorre lentamente. O álcool metabolizado pelo fígado volta à corrente sanguínea ainda mais perigoso, causando euforia e uma falsa sensação de desembaraço. Esse efeito ilusório, depois de pouco tempo, transforma-se em sonolência, o que deixa os movimentos  da pessoa bastante vagarosos. Com os reflexos afetados, é extremamente perigoso dirigir veículos, operar máquinas ou desempenhar outras tarefas que podem vir a colocar em risco a vida de quem bebeu e as vidas de outros a sua volta, como bem demonstra os tristes números de acidentes de trânsito no Brasil.

Até que tudo volte ao normal, o cérebro já foi atingido e a pessoa perde suas capacidades sensoriais, perceptivas, cognitivas e motoras. Nesta fase, o festeiro já não consegue andar em linha reta perfeitamente. O processo para limpar o sangue é significativamente demorado. O fígado leva em média uma hora para processar apenas um drinque. Se a pessoa bebe três caipirinhas, o corpo fica sobrecarregado, com muito álcool para eliminar. No caso de festas consecutivas, com algumas semanas ingerindo de quatro a cinco bebidas diariamente  (ou quase), as células do fígado começam a acumular gordura. “Se a pessoa insiste na bebedeira, pode ocorrer inflamação e destruição das células, resultando em uma hepatite alcoólica”, alerta Eloiza.

graça inicial da bebida vira assunto triste quando o organismo se submete a novas doses diárias pós-festas por vício, desencadeando a cirrose hepática após alguns anos de abuso. Esta  doença, se não tratada no início, pode levar à morte. Atualmente, considera-se que a dose de etanol necessária para causar lesão hepática depende da susceptibilidade do indivíduo. Assim, o consumo prejudicial poderá variar de 20g/dia para mulheres e 40g/dia para homens até 160g/dia de etanol. Algumas pessoas, portanto, são mais resistentes, o que não significa, no entanto, que sairão imunes do processo. A diferença só está nos termos curto, médio ou longo prazo.

O dia seguinte – como lidar com a ressaca:

No primeiro dia após a folia de Carnaval, muitos beberrões poderão acordar com dor de cabeça, estômago embrulhado, gosto de guarda-chuva na boca e indisposição. A ressaca pode ser combatida com as seguintes ações:

1 – Ingerir muito líquido, pois o corpo estará desidratado. A água dilui o álcool e facilita o trabalho dos rins e do fígado, além de auxiliar no combate à dor de cabeça.

2 – Consumir alimentos de fácil digestão, como frutas,  além de pães, batata e massas, para obter glicose.

3 – Repousar em lugar escuro e sem barulho, pois dor de cabeça costuma aumentar a sensibilidade à luz e ao som.

4 – Tomar analgésico para dor de cabeça para descontrair os vasos sanguíneos, que ficam dilatados pela ação do álcool.

Eloíza Quintela é médica especialista no Tratamento de Doenças do Fígado, cirurgiã de Transplantes de Fígado no Hospital Dr. Euryclides de Jesus Zerbini-SP,  membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia e da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos-ABTO. www.doencasdofigado.com.br –  Contatos:  (11) 5052-1087 .

Saiba mais

Originalmente publicado em Boletim Monitorando,  25 de fevereiro de 2011.

Conjunções

14 jan

Originalmente publicado no Blog Monitor, em 16 de março de 2011

Olá, pessoal! Hoje falaremos das conjunções, palavras invariáveis que ligam duas orações ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Encontramos conjunções principalmente em duas formas: coordenativas ou subordinativas.

Coordenativas

Subdividem-se em:

• Aditivas: têm função de adicionar termos ou orações. As principais são: e, nem, não só…mas também, não só…como também. Exemplos em frases:
• Todos aqui estão contentes e despreocupados.
• Ela foi ao cinema como também ao teatro.
• Adversativas: expressam ideias de oposição e compensação. As principais são: mas, porém, contudo, todavia, no entanto, entretanto. Exemplos:
• Tentei chegar na hora, porém me atrasei.
• Ela trabalha muito mas ganha pouco.
• Alternativas: expressam ideia de alternância, indicando fatos que se negam entre si. As principais são: Ou…ou, ora…ora, quer…quer, já…já. Exemplos:
• Ou você sai do telefone ou eu cancelo o serviço.
• Minha cachorra ora late ora dorme.
• Conclusivas: são aquelas que unem uma oração anterior a outra oração, para concluir a ideia. As principais são: logo, por isso, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim. Exemplos:
• Estava preparada para a prova, portanto não fiquei nervosa.
• Você me ajudou muito; terá, pois, sempre a minha gratidão.
• Explicativas: são aquelas que unem duas orações, das quais a segunda explica o conteúdo da primeira. As principais são: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. Exemplos:
• É melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
• Não demore que o seu programa favorito vai começar.
Subordinativas

Subdividem-se em:

• Comparativas: são conjunções que provocam comparação ou confronto de ideias  entre orações. As principais são: que, do que, tão…como, mais…do que, menos…do que. Exemplos:
• Ela fala mais que um papagaio.
• Concessivas: indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato inesperado. As principais são: embora, ainda que, mesmo que, apesar de, se bem que. Exemplos:
• Embora estivesse cansada, fui ao shopping. 
• Apesar de ter chovido fui ao cinema.
• Conformativas: expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade entre as orações. As principais são: como, segundo, conforme, consoante. Exemplos:
• Cada um colhe conforme semeia.
• Segundo me disseram, a casa é esta.
• Consecutivas: expressam uma ideia de consequência. A principal é: que (após tal, tanto, tão, tamanho). Exemplos:
• Falou tanto que ficou rouco.
• Estava tão feliz que desmaiou.
• Finais: são aquelas que provocam uma ideia de finalidade, objetivo. As principais são: para que, a fim de que, porque (= para que). Exemplos:
• Todos trabalham para que possam sobreviver.
• Viemos aqui a fim de que vocês ficassem felize
• Proporcionais: são conjunções que indicam simultaneidade. As principais são: à medida que, quanto mais, ao passo que, à proporção que. Exemplos:
• À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
• Quanto mais ela estudava, mais feliz seus pais ficavam.
• Temporais: acrescentam à oração uma circunstância de tempo. As principais são: quando, enquanto, logo que. Exemplos:
• Chegamos em casa assim que começou a chover.
• Mal chegamos e a chuva desabou.
Obs: *Mal é conjunção subordinativa temporal quando equivale a “logo que”.Fontes dos exemplos de aplicação das conjunções:

http://www.brasilescola.com/gramatica ehttp://www.algosobre.com.br/

Enxaqueca é acentuada por rotina das grandes cidades

13 jan

Vida moderna – com estresse, poluição e maratonas de trabalho – é vilã para quem sofre dessa doença que acomete principalmente mulheres

A enxaqueca acompanha a humanidade desde seus primórdios. A doença é muitas vezes confundida com cefaléia, termo médico para dor de cabeça. O atual estilo de vida nas metrópoles pode acentuar ainda mais os sintomas da doença. Fatores como o estresse, a poluição, o barulho, as mudanças climáticas bruscas e a fadiga extrema podem desencadear crises de enxaqueca.

“Algumas pesquisas apontam que desequilíbrios em neurotransmissores do sistema nervoso central, associados a alterações funcionais do nervo trigêmeo* são a causa da enxaqueca”, esclarecea neurologista Taíssa Pinheiro Fernandes Ferrari, de São Paulo.

A doença atinge pessoas entre 15 e 55 anos de idade, principalmente do sexo feminino. Além disso, acredita-se que a enxaqueca seja hereditária, pois ocorre em vários membros da família em um universo de 60% a 80% dos casos. “Os fatores desencadeantes da doença variam de pessoa para pessoa. O ideal é que o indivíduo faça um diário de crises, anotando os fatores relacionados com o aparecimento da dor, podendo assim identificar os fatores desencadeantes e evitá-los”, alerta a médica Taíssa.

Quem sofre desta doença deve evitar certos alimentos com nitratos (presentes em salsichas e salames, por exemplo), aspartame, cafeína (café, chá mate, refrigerantes do tipo cola etc), álcool, queijos e chocolate. Também é importante não ficar em jejum por muito tempo. Alterações nos níveis hormonais (períodos de ovulação, menstruação e uso da pílula anticoncepcional), além de distúrbios emocionais (ansiedade, depressão) e irregularidade dos padrões de sono (redução ou excesso de horas dormidas) também pioram os sintomas da enxaqueca.

Dor prolongada

A neurologista Carla Jevoux, do Rio de Janeiro, explica que a dor da enxaqueca na maioria das vezes tem forte intensidade, é latejante e ocorre em um lado da cabeça de cada vez. Frequentemente, a dor vem acompanhada por náuseas, vômitos, intolerância à luz (fotofobia), aos ruídos (fonofobia) e aos odores (osmofobia). A dor também pode ser acentuada por uma atividade física inadequada ou pela movimentação da cabeça, o que provoca a necessidade de buscar repouso imediato. Se não tratadas, as crises podem durar até três dias seguidos.

“Para saber o motivo exato da dor de cabeça, é preciso consultar um médico. O diagnóstico das cefaléias é essencialmente clínico. Os exames complementares são necessários nos casos em que o exame clínico deixe dúvidas quanto à possibilidade dessa dor ser um sintoma de outra doença ou afecção.”, aconselha a médica Carla.

Tratamento

Taíssa informa que o tratamento da enxaqueca tem um resultado melhor quando associado a medidas comportamentais, que ajudam a identificar e evitar fatores desencadeantes. “Exercícios físicos regulares, regularização do sono e das refeições, assim como o tratamento do estresse são fundamentais para o sucesso do tratamento”, informa.

Taíssa Pinheiro Fernandes Ferrari é neurologista e faz parte da equipe do Instituto Paulistano de Neurocirurgia e Cirurgia da Coluna Vertebral.
Carla Jevoux é neurologista e atua como secretária da Sociedade Brasileira de Cefaléia. www.carlajevoux.com.br

*Nervo trigêmeo – nervo composto por três ramos: o mandibular, o oftálmico e o maxilar. Possui função mista (motora e sensitiva) e controla a musculatura da mastigação, além da sensibilidade facial. 

Originalmente publicado no Boletim Monitorando, 19 de julho de 2011.

REFLEXÃO – 6-02-2008

7 nov

Muitas pessoas vivem uma fase poética, na qual acha que escreve poesias e que diz alguma coisa. Eu, sob o pseudônimo de Sophia d’Darc, tive essa fase. Usava a poesia como forma de exorcizar minhas crises de adolescência e outros problemas que surgiram no início dos meus anos 20. Sabia que não escrevia poesias com métricas e todas aquelas regras. Eu só pretendia me expressar, mesmo que deixasse tudo guardado. A seguir, há um desses textos. Até hoje, não sei escrever poesias.

“No início era alegria,

então virou desânimo que se tornou irritação;

a irritação se transformou em raiva,

que por fim se tornou ódio.

Tudo isso se virou contra mim

e agora estou no limbo

esperando para seguir em frente

direto ao paraíso”.

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