Falta ao homem moderno, definir sua identidade. O mundo é visto com apatia. Não há coração na sensualidade e o erotismo virou coisa vulgar.
As informações são jogadas sobre as cabeças como ingredientes de uma poção ignóbil de arrogância.
Os rostos tornam-se disformes e inexpressivos, como rabiscos que não foram passados a limpo.
Não há um esforço para garantir a unidade, apenas a individualidade importa. A moral é cínica, o egoísmo é legal, faz mais sentido ser racional, pois o temperamental será banido para o nada. A filantropia, praticada como pilantropia reforça o consenso de que não existe altruísmo. O homem, a mulher (ou qualquer outro gênero) é fundamentalmente capitalista. A criança chora ao ter o doce roubado, porque o doce era DELA, e sente isso por puro instinto.
Foto: Thaís de Paula

1 Comentário
Outubro 2, 2008 às 10:21 pm
Sério, amo os textos desse blog. Fiquei até um tempinha sem postar e sem passar aqui… mas to de volta… uma passagem rápida porque meu tempo na Lan tá acabando! haha! Depois passo aqui com mais cautela. Um beeijo.