Março 7, 2009...10:22 pm

A IDÉIA DE CULTURA…

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 A palavra cultura é vista como uma palavra complexa na nossa língua, pois pode significar “cultivar algo” no sentido de uma atividade como a “Agricultura”, o que atrasou sua identificação como uma entidade.

No livro “A idéia de cultura”, Terry Eagleton começa sua análise pela raiz da palavra, que vem do latim Colere e significa cultivar, cuidar, adorar e proteger. Usando essa metáfora, o significado de cultura foi transferido para o nível espiritual através do desenvolvimento da humanidade, com a migração das zonas rurais para a vida urbana.

Por guardar alguns resquícios históricos, a palavra “cultura” também agrega valores filosóficos ou aprendizagem em geral, pois faz parte do ambiente que é criado pelo homem pela união do natural com o artificial. Então, ele se concentra em uma série de questões presentes em todos dos lugares e pessoas.

Em outras palavras, os recursos culturais que usamos para transformar a natureza são derivados dela, o que estabelece a continuidade entre o homem e o ambiente. O Homem apesar de fazer parte da natureza pode ser distinguido pela capacidade de se auto modelar. Entretanto, são “formatados” de acordo com as necessidades políticas; apesar de a cultura ser contrária à política por favorecer todas as qualidades humanas.

A natureza agora não é apenas a matéria constitutiva do mundo, mas a matéria constitutiva do ‘eu’. A palavra “natureza” indica tanto o que esta a nossa volta quanto o que está em nosso interior, então a cultura é uma questão de auto-superação tanto quanto de auto-realização e como uma plantação precisa ser cultivada. Se somos seres culturais, também somos parte da natureza que trabalhamos.

Há três sentidos modernos principais da palavra cultura:

  • com base nas atividades rurais “civilidade”;

  • no início do século XVIII “civilização”

  • na qualidade de idéia “ser civilizado”.

Embora “civilização” e “cultura” continuem sendo usadas como similares, elas são opostas:

“Cultura” é uma questão do desenvolvimento total e harmonioso da personalidade, mas ninguém pode realizar isso sozinho, seu desenvolvimento tende a vir de influências sociais que podem envolver até questões políticas.

“Civilização” fica limitada ao falarmos de determinados povos como os Incas ou Egípcios.

Florescendo na modernidade a cultura deve ser promovida pelo Estado para que a sociedade civil seja harmoniosa e responsável, o que implica uma visão global não só dos interesses próprios, mas também dos outros.

Nossa própria nossa de cultura baseia-se na alienação do social em relação ao econômico. A cultura só sobreviverá se não perder sua capacidade crítica e a capacidade de dialogar com a produção de bens materiais de forma consciente.

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