Não esqueça dos cuidados contra a dengue!

21 jan

Além das formas mais comuns da doença, país voltou a apresentar casos do tipo 4, que não preocupavam autoridades no Brasil há cerca de 30 anos

As autoridades brasileiras na área de Saúde novamente voltam sua atenção para a dengue, após alguns anos de um suposto controle. A dengue tipo 4, uma versão da doença que não aparecia no nosso país desde os anos 1980, foi detectada na região Norte, no início do ano, e já aterrisou no Sudeste, deixando os setores públicos em alerta, mesmo que não admitam o risco de epidemia publicamente.

A dengue é uma doença infecciosa que afeta principalmente regiões tropicais e subtropicais em todo o mundo. É causada por um vírus transmitido através da picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A doença tipo 4, agora chamada de DEN-4, é uma variante que oferece riscos maiores para pessoas que já foram anteriormente

contaminadas com os vírus dos tipos 1, 2 e 3. Tais complicações podem levar os infectados a desenvolver a dengue hemorrágica, que pode ser fatal.

É natural que após alguns anos sem surtos significativos as populações descuidem um pouco dos cuidados preventivos, o que pode explicar, em parte, a nova ameaça. Por isso, neste semestre, o Ministério da Saúde definiu uma ação conjunta com outras pastas do governo para dar nova visibilidade aos métodos de controle e prevenção de todas as formas dessa temível doença. Um mapeamento no país revelou que 16 Estados brasileiros correm risco de apresentar epidemia da dengue tipo 4. A maioria desses Estados está concentrada nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, no entanto, já há notícias de casos autóctones no Sudeste (ou seja, infectados que não têm histórico de deslocamento recente para outras partes do país).

Cuidado com a aspirina!

“Temos a dengue clássica, que parece uma gripe muito forte, e a dengue hemorrágica, mais grave. Quem tiver esse último tipo não pode ser medicado com ácido acetilsalicílico, pois isso provoca o rompimento dos glóbulos vermelhos, o que muitas vezes leva à morte”, explica a professora de Biologia do Instituto Monitor, Elaine Lima Silva, sobre os tipos mais corriqueiros de dengue.

De acordo com informações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a forma mais frequente da doença é a clássica. Com duração de 5 a 7 dias, causa febre alta – entre 39° e 40° C, cansaço, dor de cabeça, nos olhos, no corpo e nas articulações. Além disso, o paciente pode apresentar falta de apetite, náuseas e vômitos, além de manchas vermelhas na pele. Com o tratamento, não há maiores riscos para o paciente.

Já o tipo hemorrágico é traiçoeiro, pois os primeiros sintomas se assemelham aos da dengue clássica. Assim, é fundamental que o paciente seja diagnosticado rapidamente para receber o tratamento. O que pode identificar a forma hemorrágica da doença é um quadro de sangramento. Outros sintomas são tontura, dificuldade de ficar em pé, dor no abdôme, vômitos, pele pálida, fria e úmida, sonolência anormal, agitação, confusão mental, sede excessiva, pulso acelerado e fraco, dificuldade respiratória e até perda de consciência.

“É importante conscientizar as pessoas sobre os cuidados para evitar a doença, pois o mal se propaga em locais com água parada. A fêmea do mosquito precisa de sangue para que seus ovos fertilizados pelo macho amadureçam e se tornem larvas, por isso ela pica as pessoas. O vírus deixa os glóbulos vermelhos sensíveis, por isso é tão perigoso”, completa a professora Elaine.

Saiba mais nos quadros ilustrativos abaixo:

Fonte das ilustrações: Prefeitura de São Paulo e g1.globo.com

Originalmente publicado em Boletim Monitorando,  26 de março de 2011.

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