Em 1951 o alemão Theodor Adorno escreveu “Mínima Moralia”, do seu exílio nos EUA. Ele incorporou aforismos e o desapego do intelectual do exilado, abordando algumas de suas disciplinas favoritas como a Sociologia, a Antropologia e a Estética.
Adorno criou um modelo de teoria crítica muito mais preocupada com as questões estéticas. De acordo com a Teoria Crítica da Escola de Frankfurt, da qual fez parte, o comportamento crítico nos confrontos com a ciência e a cultura, deveriam ser fundidos com a proposta de uma reorganização racional da sociedade, de modo a superar a crise da razão.
A Pesquisa Social, dentro dessa teoria, trata da sociedade como um todo, não como as demais disciplinas que buscam especializar-se apenas em algum seguimento ou fato. Todas as ciências sociais que se reduzem às técnicas limitam a compreensão verdadeira e completa da sociedade.
O indivíduo da sociedade de massa, é narcisista e por isso, tornou-se mais fácil a criação de heróis no cinema, por exemplo. Esses heróis são a imagens do indivíduo projetadas na tela, então esse entretenimento passa a exercer um grande fascínio e contribui para a manutenção da Indústria Cultural.
Quando não se está dentro dos padrões estabelecidos dessa indústria, é quase impossível se manter. Os “intelectualóides” procuram sempre por uma inovação, uma iguaria intelectual para dar valor ao artista ou escritor. Não há uma identidade cultural, pois o padrão prevalece, de alguma forma.
No meio dessa confusão, o individuo evita o silêncio para não se encontrar. Perdeu a capacidade de ouvir, mantendo-se em outros momentos num silencio apático, resultado do espelhamento cultural, pois está completamente envolvido na cultura de massa e desde a infância, não aprendeu a entender, apenas a ler.
A Indústria Cultural é diferente da arte surgida no meio do povo, pois seu objetivo é enganá-lo por meio de um sistema composto por rádios, filmes e semanários. Cada setor se harmoniza entre si e todos se harmonizam reciprocamente, facilitando a manipulação de gostos ao impor estereótipos.
Além disso, é comum o rebaixamento da qualidade causada pela exclusão de novidades que são consideradas como algo inútil, pouco rentável. O indivíduo deixa de decidir autonomamente, adere aos valores impostos e só pensa em consumir.



